Maria Aldina da Costa Neves Forte

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ALDINA


Maria Aldina da Costa Neves Forte (que assinará nas sua obras Aldina) nasceu nas Caldas da Rainha, em 1939. E é nessa mesma cidade que, nos começos da década de 50, sob a orientação de Hansi Stael, na Fábrica de Cerâmica Secla, inicia a sua carreira de artista plástica, como ceramista.
No ano lectivo de 1959/1960 matricula-se no curso de cerâmica da Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa, onde é aluna de Querubim Lapa, de quem, mais tarde, se torna colaboradora, na Fábrica de Cerâmica Viúva Lamego.
Entretanto, pinta, desenha, transgride formas e matérias, expõe(-se): a primeira exposição (colectiva) no Estoril, em 1962 e, em 1963, a conclusão do curso de cerâmica da Escola de Artes Decorativas Antónonio Arroio - Escola onde ainda hoje, e desde 1964, lecciona pintura cerâmica.
Na ESBAL, onde se matricula no curso de pintura, tem como professor de desenho Lagoa Henriques. Concluído o curso, apresenta e defende, com Querubim Lapa, em 1979, uma tese de licenciatura sobre o chamado Grupo do Café Gelo.
"Uma pintura com biografia"- assim definiu Dourdil, o pintor, a obra plástica de Aldina. E José Cardoso Pires: "O que surpreende em Aldina é o tom, que é bem nosso, português; a fractura compulsiva que representam os seus quadros e a realidade em desequilibrio que parecem insinuar. Eles são, cada qual, um pequeno todo suspenso no acaso, no nada (brancos e tela nua onde paira um agrupamento cerrado de formas) e é nessa suspensão irracional que vivem pobres e comprometidos fragmentos de objectos, de máquinas, sinais do homem que ela nos apresenta e que estão todos eles em desunião mas profundamente agarrados uns aos outros pelo desespero e pelo furor de viver".
"O mundo pintado como um sonho preciso" lhe chamou Ernesto Sampaio. E mais :"Aldina, uma pintora excelente, na qual não sabemos que mais admirar: se a forma e a facilidade do traço, se a naturalidade para captar e inventar formas, se o modo como ferreamente as estrutura.(…)
"Nestes quadros, o mais impressionante talvez seja a luminosidade que contêm, espécie de excitação cromática que torna as coisas fosforescentes.(…) A arte de Aldina revela-se em registos insuspeitados, sem nunca abandonar a direcção clara do seu processo…é assim que esta pintura se aproxima da poesia."
Com colaboração plástica em "&etc-Magazine das Artes, das Letras e do Espectáculo", "Diário de Lisboa" e revista "Abril em Maio", desenhos e pinturas de Aldina integram o "corpus" ou são capas dos seguintes livros: "Jogos de Azar" de José Cardoso Pires, 2ª edição, Ulisseia, Lisboa, 1966, "O Servo de Deus e A Casa Roubada" de Aquilino Ribeiro, Ed. especial da Bertrand, Lisboa, 1967, "Coisas"
(volume colectivo) Ed, &etc, Lisboa, 1974, "Uma Faca nos Dentes" (Prefácio de Herberto Helder), de António José Forte, &etc, Lisboa, 1983, "Dia a Dia Amante, "Caligrafia Ardente" e "Corpo de Ninguém" d António José Forte, Hiena Editora, Lisboa, 1986, 1987 e 1989, respectivamente, "Anunciada Embarcação na Histeria" de Sofia Crespo, Ed. &etc, Lisboa, 1997, "Cadeias de Transmissão" de Fátima Maldonado, Ed.Frenesi, Lisboa, 1988, e, agora, "Uma Rosa na Tromba de um Elefante" reeditado pela Parceria A.M.Pereira, Lisboa, 2001.
Referência especial merecem as colaborações de Aldina no catálogo e exposição que acompanharam a encenação e representação do texto "Comunidade" de Luiz Pacheco (encenação de José Carretas, representação de Cândido Ferreira), no Teatro da Cornucópia e, posteriomente, no Ritz Clube, em Lisboa, Junho de 1988, bem como no espectáculo "Com uma Faca nos Dentes", com guião de Vergílio Martinho, a partir da poesia de António José Forte, pela Companhia de Teatro de Almada, em 1989, e encenação de Joaquim Benite.
Aldina está representada no Museu de Arte Contemporânea e em diversas colecções particulares nacionais e estrangeiras. Esteve ainda representada, com escultura sobre cobre, na Galeria Interior, do Arq. Conceição Silva.

Principais exposições colectivas

Principais exposições individuais:

SNBA em 1966, 1973, 1976, 1978, 1980 e 1984
Bienal de Vila Nova de Cerveira em 1980 e 1982
Galeria Ana Isabel em 1983

Galeria Degrau em 1965
Galeria 111 em 1966, 1969 e 1980
Galeria IAM em 1987
Galeria Lino António em 1996


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