História de Arte
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Por Susana 
Batel

 

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História de Arte


ARTE

 
 

Wassily Kandinsky

Wassily Kandinsky nasceu a 4 de Dezembro de 1866, em Moscovo. Estuda Direito e Economia, vindo a ser, inclusivamente, professor na Faculdade de Direito, e escreve sobre temas relacionados com a espiritualidade.

É em 1895 que, de visita a uma exposição em Moscovo sobre o Impressionismo francês, vê um quadro de Monet que o interessa, provocando-lhe a vontade de pintar – contudo, deseja pintar obras que exprimam alguma coisa. De facto, é esta necessidade interior de expressar as suas percepções emocionais que o levam ao desenvolvimento de um estilo de pintura abstracto, baseado em propriedades não-representativas de cor e forma – a abstracção lírica.

Vive grande parte da sua vida na Alemanha, o que influenciou sobremaneira o seu estilo e percepções. Vem a ensinar na reconhecida escola de vanguarda, Bauhaus.

Já para o fim da vida, acaba por deixar novamente a Alemanha (a primeira vez havia sido com o iniciar da 1ª Guerra Mundial) e instala-se perto de Paris, precisamente com o objectivo de aí terminar a sua vida. Morre em Neuilly-sur-Seine em 1944, aos 78 anos.

 
 


 
Executa a sua primeira aguarela enquanto primeiro pintor abstracto e teórico de arte não figurativa, em 1910. Influenciado pelo impressionismo de Monet e pelo romantismo da música de Wagner, faz a apologia da força da cor, em que cada tela é “o teatro da cor”.

Claramente espiritualista, tece a sua busca pictórica em torno da procura do próprio conteúdo da arte, da sua essência, da sua alma. As referências ao mundo exterior são, deliberadamente, inexistentes.

Mais do que pintor, teoriza sobre a pintura, sobre o seu objectivo, sobre as suas sensações. Para Kandinsky, o objectivo da pintura é, precisamente, “encontrar a vida, tornar perceptíveis as suas pulsações, estabelecer as leis que as regem.”

 

 O movimento geral da composição é ritmado por círculos, ovais, triângulos, riscas, pintas; ascendentes, descendentes, rotativos. As cores vivas pretendem provocar sensações, emoções; aliadas às formas, criam uma harmonia que age sobre todo o corpo humano.

 

 

Composition IV (1911)

 


     Corrente de cores transbordantes e linhas dinâmicas.

O quadro é dividido em dois pelas linhas pretas verticais no centro, sugerindo-nos dois quadros distintos: à esquerda, linhas que se cruzam de forma violenta, profusa; à direita, a supremacia das cores conjugadas numa harmonia de formas.

Este turbilhão de cores e formas provoca o espectador, fazendo-o reagir (emocionalmente) perante a obra.

No entanto, ainda que tudo pareça abstracto, apenas apelativo aos sentidos, a verdade é que os dois traços centrais pretendem ser armas seguras por Cossacos, perto de uma montanha azul, encimada por um castelo.

Assim, primeiro há o aspecto emocional, desprovido de quaisquer considerações representacionais. Depois, a percepção destas características representativas leva o espectador do nível emocional para o nível intelectual: “Luta dos sons, equilíbrio perdido, princípio vencido, o rufar inopinado dos tambores, grandes interrogações, aspirações sem objectivo visível, impulsos aparentemente incoerentes, cadeias quebradas, laços desfeitos e atados num único laço, contrastes e contradições, é esta a nossa harmonia.”. 

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