Planeta & Novas Tecnologias
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A dor de cabeça dos ISPs

  

 O tráfego na Internet tem crescido anualmente entre 70 a 150%. Para este crescimento muito tem contribuído o recurso a ligações dedicadas, pelas empresas, a velocidades T1/E1 e T3/E3, isto é, 2 a 6Mbps na Europa, e um aumento significativo do acesso xDSL por parte dos particulares. 

Só nos Estados Unidos da América, deverão existir, em 2005, 84 milhões de acessos em banda larga. 

Assistimos, não só a este fenómeno, como também à convergência da voz e dos dados para a plataforma IP, o que implica ainda mais tráfego na rede. 

Como resultado destes incrementos, os ISPs, ou seja os operadores fornecedores do serviço, começam a ter problemas na manutenção dos níveis de serviço adequados, já que:

  • Devem estar previstas rotas alternativas;

  • Todo o hardware deve ser redundante para assegurar a ausência de falhas;

  • Devem ser implementadas medidas de segurança ao nível IP em cada interface e ao longo de toda a rede;

  • Numa rede multiserviços devem ser permitidas VPNs (Virtual Private Networks).

Para acompanharem o crescimento de assinantes e de tráfego, os ISPs que ainda detêm slots livres nos seus routers, rapidamente os esgotarão, o que se verificará indubitavelmente, para quem decidiu adquirir equipamentos de baixa densidade.

Assim estes ISPs terão necessidade de instalar novos equipamentos que se deverão ligar entre-si e aos já existentes, o que implica a utilização de slots para este fim, em detrimento de entradas de novos assinantes, iniciando um processo de rede em “teia de aranha”. 

A alternativa passa pela substituição dos equipamentos por outros de maior densidade e pela constituição de backbones STM-64, tecnologias já disponíveis no mercado. 

Será que os operadores nacionais estão preparados para este novo desafio?                                    

Por:
Carlos Rodrigues

 

 

 
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